A direção do Sindicato Nacional dos Moedeiros encaminhou, nesta quarta-feira, dia 10/06/2026, um ofício à Casa da Moeda do Brasil cobrando acessibilidade e cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão.

Por meio do Ofício SNM/037/2026, cobramos formalmente da CMB a adequação das condições de acessibilidade em suas dependências. Iniciativa que visa atender a uma série de denúncias feitas pelos próprios trabalhadores. As principais queixas da categoria — e que fundamentam a cobrança do SNM — apontam para falhas graves na estrutura da empresa, tais como:   

Falta de piso tátil, ausência de sinalização direcional e de alerta para a orientação e o deslocamento seguro de pessoas com deficiência visual e rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

Na avaliação do sindicato, a falta desses recursos não é apenas uma falha estrutural, mas um fator de risco que compromete diretamente a segurança, a autonomia, a inclusão social e a dignidade humana no ambiente de trabalho.   

Respeito à Lei e à Cidadania.

No documento endereçado ao presidente da CMB, Sergio Perini Rodrigues, o SNM ressalta que a acessibilidade é um direito fundamental assegurado pela Lei Federal nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência). A legislação é clara ao impor às empresas a obrigação de garantir espaços de circulação adequados e sem discriminação.  Não podemos aceitar que trabalhadores tenham sua segurança e autonomia ameaçadas por falta de adequações básicas que já estão previstas em lei desde 2015.

Quando um espaço institucional mantém barreiras arquitetônicas, atitudinais ou comunicacionais, ele não está apenas ignorando a engenharia; ele está ativamente empurrando trabalhadores e cidadãos para a invisibilidade e para a exclusão. Quando um trabalhador com deficiência é impedido de circular livremente, de utilizar o refeitório, de acessar o banheiro ou de ocupar os mesmos espaços de tomada de decisão que os demais, lhe está sendo negada dignidade. Barrar o acesso é violar a cidadania. É dizer, de forma silenciosa e cruel, que algumas vidas e algumas trajetórias valem menos que outras.
​É por isso que cobramos publicamente e com firmeza a adequação da empresa.

Adaptação é investimento em justiça social.